Executivos analisando painel digital com fluxos de pagamentos e ícones de meios de pagamento

Ao longo dos anos, temos acompanhado transformações profundas no universo dos meios de pagamento, impulsionadas pela digitalização, regulamentação mais clara e exigências de inovação e segurança em todos os pontos do ecossistema financeiro. Nesse cenário, o conceito de arranjo de pagamento emergiu como alicerce para empresas e fintechs construírem jornadas próprias e rentáveis no mercado financeiro. Ao entendermos bem esse conceito, conseguimos abrir portas para novos modelos de negócio e gerar novas tendências.

O que é arranjo de pagamento e por que isso importa tanto?

Arranjo de pagamento é, fundamentalmente, a estrutura operacional, tecnológica e de regras que permite que diferentes atores do mercado – empresas, instituições, clientes e parceiros – realizem, autorizem, liquidem e conciliem transações financeiras. São, em essência, as engrenagens invisíveis que fazem um pagamento acontecer de ponta a ponta, seja com cartão, Pix, boleto ou transferência bancária.

No mercado moderno, quem controla seu próprio arranjo de pagamentos tem mais autonomia, controle e receita.

Mas não se trata apenas de tecnologia ou de oferta de métodos de pagamento. O arranjo envolve padrões de integração, regras de interoperabilidade, compliance regulatório, gestão de riscos e, principalmente, a experiência de monetização de todo o fluxo. Por isso, falar de arranjo é pensar de forma estratégica em meios de pagamento e posicionar o negócio à frente de tendências, criando produtos próprios e padronizados.

O Banco Central, desde 2013, regula e supervisiona tais estruturas no Brasil, conferindo mais confiança e transparência ao setor. Foi a partir desse movimento que surgiram soluções que mudaram para sempre nossos hábitos, como o Pix, que hoje se consolidou como um modelo de instantaneidade e acessibilidade. Não à toa, mais de 60% da população brasileira utiliza o Pix mensalmente, com diferenças regionais marcantes, segundo estudo recente da FGV. Em meio a essa transformação, soluções como as oferecidas pela Paytime tornam possível a customização total do ecossistema financeiro, integrando todos os meios de pagamento e criando linhas de receita previsíveis e duradouras.

Estrutura de um arranjo de pagamento: regras e papéis fundamentais

Todo arranjo de pagamento precisa de integração, padronização e regras claras para garantir a execução segura das operações financeiras. Mas, na prática, quais são os papéis e agentes envolvidos nesse ecossistema?

  • Instituidor ou gestor: Responsável por criar e administrar o arranjo, determinando suas regras, padrões de interoperabilidade e segurança.
  • Instituições de pagamento: Executam as transações, mantêm saldos, liquidam operações e zelam pelo compliance regulatório. Exemplos: emissores de cartões, subadquirentes, gateways e bancos digitais.
  • Participantes externos: Clientes, estabelecimentos, marketplaces e redes, que utilizam as regras do arranjo para suas operações de venda, recebimento e gestão de valores.
  • Entidades reguladoras: No Brasil, é papel do Banco Central estabelecer normas, fiscalizar e autorizar o funcionamento de arranjos e instituições de pagamento.

Isso garante segurança, interoperabilidade e o cumprimento de normas – pontos fundamentais para qualquer empresa ou fintech que queria atuar nesse mercado.

Regulamentação do Banco Central: o que cada empresa precisa cumprir?

Desde 2013, a atuação dos arranjos de pagamento foi normatizada pelo Banco Central, conferindo obrigatoriedade de registro, autorização prévia e padrões rigorosos de compliance. Na prática, isso significa que:

  • Empresas desejando atuar como gestores ou operadores de arranjos devem submeter cadastro, regras operacionais e demonstrações de segurança operacional ao Bacen.
  • É necessário seguir protocolos de prevenção à lavagem de dinheiro, monitoramento antifraude e segregação de recursos.
  • Cada participante com papel relevante no fluxo financeiro (ex: subacquirer, gateway, emissor de cartão) também deve se registrar ou ser representado dentro do arranjo principal.
  • Auditorias e relatórios periódicos são exigidos para manutenção da autorização e transparência do ecossistema.

Sem o selo de autorização do Banco Central, nenhuma empresa pode operar arranjos próprios ou oferecer operações complexas de pagamentos. Esse rigor é uma resposta à expansão e sofisticação do setor, além de proteger consumidores e fortalecer a inovação. Soluções como as da Paytime vêm ao encontro desse movimento, já que entregam compliance e infraestrutura homologada, liberando o parceiro da burocracia e do investimento inicial alto.

Conformidade não é obstáculo, é rota obrigatória para a escalabilidade no mercado de pagamentos.

Arranjo aberto vs fechado: conhecendo as diferenças e exemplos

Um dos primeiros dilemas de quem ingressa nesse setor é compreender a diferença entre arranjos abertos e fechados, já que cada modelo traz oportunidades e desafios.

Arranjos abertos

Arranjo aberto é aquele em que múltiplos emissores e credenciadores podem participar, promovendo integração plena entre instituições e clientes, independentemente das marcas. Exemplos práticos incluem as operações com cartões de crédito/débito das principais bandeiras e o próprio Pix, que permite transferências instantâneas entre bancos, fintechs e meios digitais.

A grande vantagem aqui está na amplitude: quanto mais participantes, maior a aceitação, interoperabilidade e capacidade de escalar. Por isso, arranjos abertos costumam ancorar grandes inovações, como o próprio crescimento do Pix citado em estudos recentes.

Arranjos fechados

Já o arranjo fechado é restrito a um conjunto limitado de participantes, geralmente controlado por uma empresa ou grupo, com tecnologia e regras exclusivas. Um exemplo são cartões loja ou aplicativos de pagamento de grandes redes, que funcionam apenas dentro de um ecossistema próprio.

No modelo fechado, é possível criar experiências 100% personalizadas, mas a aceitação pode ser limitada fora do núcleo do arranjo. A escolha por abertos ou fechados depende do modelo de negócio, do público e da estratégia de monetização.

Agentes envolvidos: funções, responsabilidades e compliance

No cenário atual, as possibilidades de atuação são múltiplas. Os principais agentes de um arranjo de pagamento são:

  • Empresa de tecnologia (ou fintech): Desenvolve ou utiliza uma plataforma robusta capaz de integrar métodos diversos, realizar split de pagamentos e garantir conformidade legal.
  • Instituição de pagamento: Pode ser o próprio parceiro ou um terceiro autorizado, sendo responsável por liquidar, transferir, armazenar e custodiar valores.
  • Estabelecimento comercial/marketplace: Vende produtos ou serviços e recebe pagamentos conforme as regras do arranjo. Aqui, opções como split automático oferecem diferença em gestão financeira e controle de receitas.
  • O cliente final: Efetua pagamentos via maquininha, aplicativo, Pix, QR Code, etc.

Cabe a cada agente não apenas promover inovação, mas também seguir padrões rigorosos de segurança, auditoria e transparência. Compliance é, portanto, a base de todo o funcionamento. Metodologias e certificações, como PCI-DSS e ISO 9001, elevam a confiança na operação e ampliam o alcance das soluções entregues aos clientes.

Por que as empresas e fintechs buscam controlar seu próprio arranjo?

Na experiência da Paytime, o maior fator motivador para empresas, redes ou marketplaces é criar autonomia financeira e desenvolver linhas de receita previsíveis, capitalizando a própria base de clientes. Com um ecossistema integrado, é possível:

  • Monetizar cada transação (crédito, débito, Pix, boleto), recebendo participação recorrente sobre o fluxo total movimentado
  • Padronizar regras de split automático, eliminando processos manuais e inadimplências
  • Customizar jornada e identidade de marca em todos os pontos de contato
  • Reduzir custos transacionais e tributos, ao concentrar liquidações e repasses dentro de um sistema único
  • Oferecer novos produtos, como contas digitais, links de pagamento, QR Code e Tap on Phone, aumentando retenção e recorrência
Serviços financeiros próprios aumentam o ticket médio e reduzem o churn.

Dados de estudos oficiais mostram que, entre 2022 e 2023, operações por aproximação com cartões cresceram de 23,1% para 31,1% no crédito e saltaram de 24,4% para 35,2% no débito, escancarando o apetite por inovação e soluções fluidas neste mercado (notícia do Ministério da Fazenda).

Como estruturar um arranjo personalizado? Etapas essenciais

Na prática, a criação e operação de um arranjo proprietário requer uma combinação de tecnologia, integração, segurança e compliance. Nossa experiência mostra que as etapas críticas incluem:

1. Planejamento do modelo operacional e escolha do mix de meios de pagamento

Definimos, junto com o parceiro, quais métodos fazem sentido: cartão, Pix, boleto, transferência, QR Code, link de pagamento, etc. Quanto maior a diversidade, maior a chance de captar e reter clientes.

2. Definição das regras internas: split, conciliação, comissões e fluxo de repasse

Customizamos o split para atender necessidades do parceiro, seja para múltiplos recebedores (marketplaces, franqueadoras, parcerias comerciais) ou divisão simples loja + fornecedor.

3. Integração tecnológica via plataforma robusta e APIs abertas

A solução de APIs da Paytime integra vendas, links de pagamento, split de receitas, cadastro e muito mais, possibilitando escala e automação sem refazer sistemas internos. Essa flexibilidade é diferencial: tanto pequenas empresas quanto marketplaces de grande porte podem crescer junto.

Interface de integração API para arranjos de pagamento mostrando sistemas conectados 4. Certificações e compliance: base para inovação sustentável

Operação própria exige certificações e auditoria contínua, como PCI-DSS para manipulação de cartões. Com a plataforma white label, garantimos que o parceiro já opere sob um ambiente homologado, evitando surpresa técnica e atrasos.

5. Personalização de marca e experiência do usuário

Customização não é detalhe. Aplicamos identidade visual, URL própria, fluxos mobile e UX desenhados junto ao parceiro, tornando a experiência única para cada segmento.

6. Monitoramento de riscos, proteção a fraudes e segurança da informação

Mecanismos de tokenização, tecnologia 3DS para fraudes, segregação de recursos e integração RTM (anti-money laundering) estão sempre ativos e ajustados conforme o volume e perfil da base.

Benefícios da monetização com arranjo próprio: muito além das tarifas

Empresas que operam arranjos próprios se tornam protagonistas e capturam valor recorrente em vários pontos do ecossistema:

  • Comissão sobre todos os meios de pagamento (crédito, débito, Pix, boleto)
  • Venda ou comodato de maquininhas POS/A960, Tap on Phone o link de pagamento personalizado
  • Diferenciação de marca no mercado e maior fidelização da base
  • Inteligência sobre a carteira de clientes e gestão centralizada de recebíveis
  • Maior controle dos fluxos e integração de múltiplos métodos de cobrança
  • Potencial de economia fiscal na divisão de receitas e repasses
Quem controla o seu arranjo, controla o próprio destino financeiro.

Esse modelo é indicado tanto para empresas que já possuem base de clientes quanto para redes, franqueadoras, marketplaces ou até prestadores de serviço que buscam novas fontes de receita e vantagens competitivas. Com opções como Tap on Phone, qualquer smartphone pode se transformar em um terminal de venda sem hardware adicional.

O futuro dos arranjos de pagamento: integração e inovação contínua

A tendência para os próximos anos é de integração ainda maior entre serviços financeiros, modelos de split flexíveis, jornadas omnichannel e inclusão plena de múltiplos métodos – Pix, QR Code, pagamento por link, aproximação e inovações que, há pouco, pareciam distantes. Toda empresa pode (e deve) tornar-se uma fintech, aumentando ticket médio, reduzindo inadimplência e fortalecendo parcerias estratégicas.

Acreditamos que democratizar o acesso a arranjos financeiros personalizados é parte fundamental para empresas colherem resultados exponenciais, fidelizarem clientes e ampliarem margem operacional. Para quem quer criar um arranjo próprio sem investir milhões em tecnologia e compliance, o modelo white label da Paytime abre um novo horizonte de oportunidades, com implementação rápida, integração total entre adquirência e conta digital, além de suporte contínuo durante toda a jornada.

Conclusão: hora de criar seu próprio ecossistema financeiro

Em nossas experiências e pesquisas, enxergamos o arranjo de pagamento como a nova espinha dorsal para empresas modernas e fintechs inovadoras. Esse conceito, quando bem aplicado, permite monetizar em diversos pontos do fluxo financeiro, criar jornadas únicas para clientes e reforçar a marca em um ecossistema completamente personalizável e regulamentado.

Convidamos você a conhecer de perto a Paytime: somos referência nacional em fintech white label, com soluções completas, homologadas e personalizáveis. Descubra como podemos ajudar sua empresa a criar, escalar e rentabilizar o seu próprio arranjo – tudo com segurança, tecnologia de ponta e suporte de especialistas do início ao fim. Fale conosco e transforme seu potencial financeiro em realidade.

Perguntas frequentes

O que é um arranjo de pagamento?

Um arranjo de pagamento é um conjunto de regras, procedimentos e infraestrutura que possibilita a realização de transações financeiras entre diferentes participantes do mercado. Inclui sistemas, integrações e agentes que asseguram que pagamentos, transferências ou recebimentos ocorram de forma segura, padronizada e eficiente.

Como funciona um arranjo de pagamento?

Um arranjo opera definindo funções e regras claras para cada agente envolvido: instituidor (cria as regras), instituições de pagamento (executam e liquidam transações), estabelecimentos e clientes. Todos operam sob normas e compliance, com supervisão do Banco Central, para garantir segurança e interoperabilidade no processamento dos pagamentos.

Quais são os tipos de arranjos existentes?

Existem arranjos abertos, que permitem participação múltipla (como cartões de grandes bandeiras e Pix), e arranjos fechados, limitados a um grupo específico de participantes (exemplo: redes de lojas ou aplicativos próprios de pagamento). A escolha depende do modelo de negócio e da estratégia de integração com o mercado.

Como registrar um arranjo de pagamento?

Para registrar um arranjo, é necessário apresentar a proposta ao Banco Central, detalhando regras operacionais, padrões de segurança, fluxos de liquidação e mecanismos de compliance. Auditorias e acompanhamento regulatório são exigidos, garantindo que a operação cumpra todas as normas estabelecidas.

Qual a vantagem para fintechs usar arranjos?

Fintechs que controlam seu próprio arranjo ganham autonomia sobre a jornada de pagamento, aumentam receita recorrente, podem oferecer uma experiência personalizada e reduzem custos. Soluções como a da Paytime facilitam a implementação desse modelo com menos investimento, agilidade e respaldo regulatório.

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